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A Gestão da Fé e da Gratidão nas Organizações

By admin Leave a Comment set 23 0

*Por Mariana Adensohn

O meu maior desejo é alterar para um ângulo não tradicional como nosso comportamento e nossas emoções são tratados dentro das corporações. Algo precisa mudar.

Minha inquietude começou quando li parte do discurso de Robert Kennedy de 18 de março de 1968, no auge da sua campanha presidencial, onde demostrou total sensibilidade com o que realmente vale a pena na vida, lançando através de suas palavras um ataque satírico à mentira em que se fundamenta a “avaliação da felicidade” baseada no PIB (produto interno bruto) que é o indicador que mede a geração de riqueza de um país, quando diz:

“Nosso PIB considera em seus cálculos a poluição do ar, a publicidade do fumo e as ambulâncias que rodam para coletar os feridos em nossas rodovias. Ele registra os custos dos sistemas de segurança que instalamos para proteger nossos lares e as prisões em que trancafiamos os que conseguem burlá-los. Ele leva em conta a destruição de nossas florestas de sequoias e sua substituição por uma urbanização descontrolada e caótica. Ele inclui a produção de napalm, armas nucleares e dos veículos armados usados pela polícia para reprimir a desordem urbana. Ele registra … programas de televisão que glorificam a violência para vender brinquedos a crianças. Por outro lado, o PIB não observa a saúde de nossos filhos, a qualidade de nossa educação ou a alegria de nossos jogos. Não mede a beleza de nossa poesia e a solidez de nossos matrimônios.
Não se preocupa em avaliar a qualidade de nossos debates políticos e a integridade de nossos representantes. Não considera nossa coragem, sabedoria e cultura. Nada diz sobre nossa compaixão e dedicação a nosso país. Em resumo, o PIB mede tudo, menos o que faz a vida valer a pena.”

Sábias palavras. No que ele pensou quando fez o discurso? Certamente no FUTURO.

E então, lá fui eu pesquisar sobre o tema e descobri que temos o Dia Internacional da Felicidade. Pensei: Pera aí, o que nós estamos valorizando além do dinheiro e do poder (não necessariamente no setor público, estou afirmando que no setor privado acontece a mesma coisa). Por que é que ninguém fala sobre isso dentro das organizações? Sobre a felicidade, sobre o que nos deixa felizes e como fundamentamos essa questão?

A ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o dia 20 de março, Dia Internacional da Felicidade, por sugestão de Butão, em pequeno reino Budista nos Himalaias, que substituiu o uso do PIB pelo Indicador da Felicidade Nacional Bruta. A criação deste dia foi aprovada por UNANIMIDADE pelos 193 estados–membros da ONU.

Muitos governantes dizem que novos elementos devem ser incorporados à forma de se medir a prosperidade.

Depois de muito ler sobre o tema, refleti junto a alguns grupos de trabalho que participo, dentro e fora da organização em que atuo e fiquei intrigada com as respostas das pessoas sobre o que é e como fomentamos a felicidade. Em nenhum momento apareceu o dinheiro, o poder ou qualquer item que o aponte como ROI (retorno sobre o investimento) seja ele qual for, de tempo, saúde e outros. Eu já publiquei um artigo que fala exatamente sobre isso, sobre o nosso esforço em projetar em algo ou alguém a felicidade, chegando à conclusão, que felicidade é o caminho e não algo que devemos alcançar ou medir, pois o que é felicidade para um, não necessariamente para o outro. Pois bem, criei alguns grupos de discussão,  para fomentar minha visão e a reflexão dos participantes sobre o que estamos fazendo para mudar o nosso conceito de felicidade como podemos medi-la, pois como diria Robert Kennedy, o PIB ou qualquer outro indicador, mede tudo, menos o que vale a pena, e para minha surpresa, surgiram duas palavras que não saem do meu pensamento e me fazem refletir sobre algumas mudanças que podemos provocar nas corporações, ou talvez menos do que isso, em nossos times, para que a diferença esteja na entrega do resultado,  mas… resultado com felicidade, são elas: Fé e Gratidão (sim, temos que ter fé nas pessoas e agradece-las diariamente por todas as suas execuções, isso traz felicidade).

Será que sabemos lidar com essas duas “coisas”? Como elas podem influenciar o ambiente onde estou ou as pessoas que me cercam para que eu consiga resultado com prazer?

Dá para semear a felicidade? Claro que sim, podemos semear a felicidade.

Acredito que o desafio da humanidade, em medir o que “realmente vale a pena”, é tão simples que se inserirmos essas duas palavras no cotidiano, em nossa rotina, em todas as nossas relações, a transformação do ambiente e das pessoas partirá da sua felicidade e então te digo: Que responsabilidade, heim!!! Influencia através da sua satisfação. Influenciar agradecendo.

Durante as discussões, percebi que existe uma resistência grande das pessoas em falar sobre fé e gratidão. Elas não fazem parte do “mundo corporativo”. Seja lá em qual contexto elas são inseridas, bastou uma pessoa (eu mesma) falar sobre fé e gratidão que na mesma hora, nos diversos grupos, todas as pessoas, unanimemente (assim como na votação da ONU sobre o Dia Internacional da Felicidade), levantaram suas mãos para abordar o tema e falar da importância da fé e da gratidão para o grupo, influenciando assim, de maneira positiva, o ambiente e principalmente as pessoas.

Então você deve pensar: Mariana, não viaja, saindo da sala, a realidade é outra e o dia a dia consome qualquer comportamento de fé e gratidão que tenhamos uns com os outros.

OK, antecipo as minhas desculpas e te digo que não estou “nem aí” para o dia a dia e o que as pessoas julgam com relação a isso, eu terei fé e serei grata, essa é minha decisão.


SOBRE A FÉ E A GRATIDÃO

Vamos lá… “eita” ponto complicado para debatermos, não é mesmo?

Eu fui questionada sobre o que é fé, como ter fé e para que serve a fé por milhares de pessoas. Obviamente, tenho minhas crenças e tenho minha fé, o que nada tem a ver com minha religião ou com a sua religião.

Fé, saindo da tradução do dicionário e por mim, é uma palavra que na minha opinião significa “esperança”, “confiança” e “credibilidade”. A fé é um sentimento bom de total crédito em algo ou alguém e no FUTURO, ainda que não haja nenhum tipo de comprovação evidente a verdade da suposição em causa aqui tratada.

Ter fé, e afirmo que fé não tem nada a ver com religião, provoca uma atitude contrária à dúvida e está intimamente ligada à confiança.

Existem situações que ter fé significa ter esperança de que algo vai mudar de forma positiva, para melhor. Isso normalmente acontece quando nos deparamos com uma situação de conflito emocional, no mundo corporativo ou não, ou quando há uma questão física a ser resolvida, como uma doença por exemplo. Fé de que no FUTURO, tudo mudará para melhor.

O termo “fé” surge em diversas declarações populares e também no contexto legislativo em nosso país. A quem diga “fazer fé”, que traz no seu significado popular a crença em alguém ou em algum ato completamente ligado a esperança. Existem expressões que afirmam a forma de agir honestamente sem quebrar um compromisso como “boa fé” e a “má fé” que traz o peso de agir de forma intencional e prejudicial a terceiros em seu significado.

Claro que a fé também tem o seu princípio religioso, difundindo verdades através da denominação, cristã, islâmica, budista, judaica, espirita e muitas outras que assim como no dicionário grego, através da palavra “pistia” indicando o conhecimento de acreditar (em algo ou alguém). Já no latim, a palavra fé, traz a conotação da fidelidade de “fides”, afirmando então aos religiosos, que fé é esperar, é ter esperança, é ser fiel a algo que não se vê, mas crê.

Como isso começou, de onde veio essa minha vontade exacerbada de escrever sobre fé e gratidão.

Obviamente passando por alguns conflitos emocionais e físicos e então nasceu em mim a fé, não controlável, em pessoas e em algo que não vejo, mas creio. E na gratidão a essas mesmas pessoas por me ajudarem a olhar para o futuro como algo que só depende de mim e do que vou plantar em minha trajetória (pessoal e profissional).

Algo que sempre me incomodou nas organizações por onde passei, e claro que não estou generalizando, foi assistir de camarote cenas em que os colaboradores e ou executivos eram expostos a contestações incabíveis. Será que alguém teve fé nele (a), será que aquele líder fez algo para ajudar a construir o futuro na fé de que aquela pessoa era capaz? Será que existiu gratidão por algum resultado alcançado, até porque ninguém faz nada na unidade, aqui estamos falando de times.

Pensei, é isso, eu quero ter fé nas pessoas. Mas então, como eu alimento essa fé, o que falo sobre essa fé e o que eu faço para isso? Questionamentos sem fim sobre minhas atitudes e sobre as atitudes daqueles que observei em diversas situações.

Se eu falar sobre minha fé religiosa, o que vão pensar? Como vão me julgar? Mas ter fé não é somente ter religião, é acreditar no futuro, é crer em alguém ou em algo, como em um projeto dentro da organização. Eu tenho que crer para buscar a solução e conclusão do mesmo. Tenho que acreditar que aquilo é bom para a companhia e para as pessoas que ali estão inseridas, ou seja, a fé não necessariamente é religião. E é claro que passei a usar aquela velha frase “tenha fé que tudo dará certo”, em tudo, absolutamente tudo que faço.

Como eu faço? Simples: Qualquer religião, é baseada em dogmas, que nada mais são do que diretrizes estabelecidas, nas quais as pessoas creem sem que o líder ou clero tenha que dar mais explicações, apenas creem.

Além dos dogmas, precisamos inserir o nosso racional no contexto. Você deve achar que eu sou maluca, primeiro fala de dogmas e diretrizes sem muita explicação e agora coloca o racional no meio. Sim, temos que usar o racional, porque o racional vem da consciência da filosofia de vida, que obviamente tem a ver com as experiências que já vivemos, unindo assim o dogma ao sentimento e racionalismo.

As experiências de cada pessoa, base para a fé, são intransferíveis e completamente pessoais. Ah! Na minha opinião a frase “eu aprendi com o erro do outro, ou acertei pelo exemplo do outro” não existe. Somos fruto e experiência única e exclusivamente daquilo que nós vivemos. Todas essas experiências acumuladas, dão origem a uma energia e um sentimento que pode ser definido como fé, e assim eu o faço.

Sim, é isso, eu tenho fé nas pessoas, tenho fé que elas podem sim serem melhores, que podem juntas mudar o que quiserem, fazer o que desejarem, transformar qualquer situação ruim, como a atual economia do nosso país que tem nos feito cada vez mais ficar descrentes no outro, mas… é isso, a fé em acredito que o SER humano, pode sim SER o que ele quiser e melhor do que ele é. Por isso eu digo, nós LIDERES, NÃO PODEMOS PERDER A FÉ!

AH! Sobre a gratidão, o que você tem a agradecer?

Obrigada por ler meu pensamento e por compartilhar da minha boa fé. SIM, eu acredito em você, nas pessoas e na nossa capacidade de transformação.

Sustentabilidade Humana, as vantagens para as organizações

By admin Leave a Comment set 21 0

por Daniela Panisi*

Há alguns anos atrás escrevi um artigo sobre sustentabilidade emocional. O tema da 11ª Conferência Internacional em Stress e Saúde Ocupacional foi “Trabalho Sustentável, Saúde Sustentável e Organização Sustentável”, justamente abordando a ideia da abrangência da sustentabilidade para além da natureza e meio ambiente.

A maior diferença, provavelmente, que vemos nas organizações internacionais de sucesso é a mudança de cultura, o mindset (o modo de pensar). Para essas organizações, a sustentabilidade também significa não desperdiçar e dissipar os recursos humanos.

Tarefa árdua em qualquer empresa, mais difícil ainda no Brasil, visto que a maioria de nossas organizações funciona em modelos mentais arcaicos com crenças como “quanto mais horas de trabalho, melhor é o funcionário”. Talvez compartilhar os pontos cruciais da conferência possa colaborar para repensarmos algumas questões por aqui.

Em qualquer relação humana, tanto pessoal quanto de trabalho, a comunicação é aspecto fundamental para saúde. Muitas intervenções feitas em ambientes de trabalho não se sustentam por falta de comunicação. Os colaboradores de uma organização tipicamente conhecem o sistema em que estão, seus problemas, as causas destes e, muitas vezes, o que fazer com esses problemas. Entretanto, as informações ficam perdidas em conversas informais e, as pessoas que elaboram as intervenções, em sua maioria, não elaboram maneiras dos colaboradores compartilharem as informações e se engajarem nas intervenções. Essa forma de elaboração de intervenções poderia economizar dinheiro e desgaste emocional das organizações, prevenindo o aumento do stress.

Em uma pesquisa sobre horários flexíveis de trabalho, Eric Faurote, da Universidade do Nebraska Omaha, concluiu que apenas essa medida não é suficiente para aumentar a qualidade de vida e saúde dos colaboradores. Para superar os efeitos negativos dos conflitos entre vida pessoal e profissional, as organizações deveriam combinar uma série de recursos.

Estudos da Universidade da Flórida mostraram que pessoas que tiveram altos níveis de stress pela manhã tendem a consumir alimentos gordurosos e prejudiciais à saúde quando chegam em casa. Entretanto, se os colaboradores tiveram uma boa noite de sono no dia anterior, a tendência a se alimentar mal diminui, mesmo com uma manhã estressante. Os responsáveis por este estudo sugerem que as organizações poderiam ter programas para educar seus colaboradores a uma boa noite de sono.

Outra possibilidade argumentada foi a mudança do espaço de trabalho. Novos tempos, novas organizações, novos formatos. Algumas pesquisas em Viena desenharam espaços que contribuem para a flexibilidade, adaptando diferentes ambientes, com diferentes finalidades, como uma “zona zen”, mais silenciosa, para criação, e “zonas de interação”, para suprir a necessidade das inter-relações pessoais nas organizações.

Um ponto controverso abordado por Hannah J. Murphy foi o uso de mídias sociais no ambiente de trabalho. Suas pesquisas mostraram correlação na interação de colaboradores nessas mídias e apoio social. O sentimento de apoio social colabora para a satisfação e manutenção do trabalho, além de contribuir para a diminuição da tendência à síndrome do burn out. Segundo a pesquisa, “quanto mais uma pessoa está satisfeita no trabalho, maior a probabilidade do uso de mídias sociais.”. Cabe, então, ao RH definir políticas de uso das redes sociais que sejam saudáveis para as próprias organizações.

Recorrente também é a preocupação com os funcionários mais velhos. Nesse sentido, algumas organizações têm feito mudanças em três áreas: ambiente físico, programas de bem-estar e horários flexíveis e aposentadoria em fases.

Por vezes, medidas simples como mesas de trabalho acopladas a esteiras (treadmill desks), estações de trabalho de pé, reuniões em momentos de caminhada e outras estratégias para aumentar a atividade física durante o dia têm ajudado colaboradores a buscar uma vida mais saudável e com menos stress.

O cenário mundial tem mudado sua perspectiva em relação às pessoas. Finalmente, o mundo começa a entender que pessoas fazem organizações. Pessoas saudáveis produzem organizações saudáveis e duradouras.

Resta-nos saber se a tendência mundial vai chegar ao Brasil, ou, como em outras áreas de nossa sociedade, continuaremos seguindo modelos arcaicos comprovadamente falidos.

 

 

 

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