Empower - Investing in Women

Empower - Investing in Women

EMPOWER é uma iniciativa que tem como foco servir e mobilizar organizações para promover programas e ações de diversidade de gênero inovadoras, diferenciadas e eficientes

Pesquise

  • Sobre a Empower
    • Empower Diversity
    • Empower Social
  • Eventos & Cursos
    • Jogos Corporativos
    • Treinamentos in Company
    • Diálogos Estratégicos
  • Inspire-se
    • Carreiras
    • Empreenda
    • Gestão
    • Qualidade de Vida
  • Pela Mídia
  • Colaboradores
  • Contato

Sustentabilidade Humana, as vantagens para as organizações

By admin set 21 0

por Daniela Panisi*

Há alguns anos atrás escrevi um artigo sobre sustentabilidade emocional. O tema da 11ª Conferência Internacional em Stress e Saúde Ocupacional foi “Trabalho Sustentável, Saúde Sustentável e Organização Sustentável”, justamente abordando a ideia da abrangência da sustentabilidade para além da natureza e meio ambiente.

A maior diferença, provavelmente, que vemos nas organizações internacionais de sucesso é a mudança de cultura, o mindset (o modo de pensar). Para essas organizações, a sustentabilidade também significa não desperdiçar e dissipar os recursos humanos.

Tarefa árdua em qualquer empresa, mais difícil ainda no Brasil, visto que a maioria de nossas organizações funciona em modelos mentais arcaicos com crenças como “quanto mais horas de trabalho, melhor é o funcionário”. Talvez compartilhar os pontos cruciais da conferência possa colaborar para repensarmos algumas questões por aqui.

Em qualquer relação humana, tanto pessoal quanto de trabalho, a comunicação é aspecto fundamental para saúde. Muitas intervenções feitas em ambientes de trabalho não se sustentam por falta de comunicação. Os colaboradores de uma organização tipicamente conhecem o sistema em que estão, seus problemas, as causas destes e, muitas vezes, o que fazer com esses problemas. Entretanto, as informações ficam perdidas em conversas informais e, as pessoas que elaboram as intervenções, em sua maioria, não elaboram maneiras dos colaboradores compartilharem as informações e se engajarem nas intervenções. Essa forma de elaboração de intervenções poderia economizar dinheiro e desgaste emocional das organizações, prevenindo o aumento do stress.

Em uma pesquisa sobre horários flexíveis de trabalho, Eric Faurote, da Universidade do Nebraska Omaha, concluiu que apenas essa medida não é suficiente para aumentar a qualidade de vida e saúde dos colaboradores. Para superar os efeitos negativos dos conflitos entre vida pessoal e profissional, as organizações deveriam combinar uma série de recursos.

Estudos da Universidade da Flórida mostraram que pessoas que tiveram altos níveis de stress pela manhã tendem a consumir alimentos gordurosos e prejudiciais à saúde quando chegam em casa. Entretanto, se os colaboradores tiveram uma boa noite de sono no dia anterior, a tendência a se alimentar mal diminui, mesmo com uma manhã estressante. Os responsáveis por este estudo sugerem que as organizações poderiam ter programas para educar seus colaboradores a uma boa noite de sono.

Outra possibilidade argumentada foi a mudança do espaço de trabalho. Novos tempos, novas organizações, novos formatos. Algumas pesquisas em Viena desenharam espaços que contribuem para a flexibilidade, adaptando diferentes ambientes, com diferentes finalidades, como uma “zona zen”, mais silenciosa, para criação, e “zonas de interação”, para suprir a necessidade das inter-relações pessoais nas organizações.

Um ponto controverso abordado por Hannah J. Murphy foi o uso de mídias sociais no ambiente de trabalho. Suas pesquisas mostraram correlação na interação de colaboradores nessas mídias e apoio social. O sentimento de apoio social colabora para a satisfação e manutenção do trabalho, além de contribuir para a diminuição da tendência à síndrome do burn out. Segundo a pesquisa, “quanto mais uma pessoa está satisfeita no trabalho, maior a probabilidade do uso de mídias sociais.”. Cabe, então, ao RH definir políticas de uso das redes sociais que sejam saudáveis para as próprias organizações.

Recorrente também é a preocupação com os funcionários mais velhos. Nesse sentido, algumas organizações têm feito mudanças em três áreas: ambiente físico, programas de bem-estar e horários flexíveis e aposentadoria em fases.

Por vezes, medidas simples como mesas de trabalho acopladas a esteiras (treadmill desks), estações de trabalho de pé, reuniões em momentos de caminhada e outras estratégias para aumentar a atividade física durante o dia têm ajudado colaboradores a buscar uma vida mais saudável e com menos stress.

O cenário mundial tem mudado sua perspectiva em relação às pessoas. Finalmente, o mundo começa a entender que pessoas fazem organizações. Pessoas saudáveis produzem organizações saudáveis e duradouras.

Resta-nos saber se a tendência mundial vai chegar ao Brasil, ou, como em outras áreas de nossa sociedade, continuaremos seguindo modelos arcaicos comprovadamente falidos.

 

 

 

Tags: comunicação, cultura, Daniela Panisi, Eric Faurote, Hannah J. Murphy, Organizações, Recursos Humanos, Sustentabilidade, Universidade do Nebraska Omaha Categorias: Colaboradores, Daniela Panisi

Prev
Next

Deixe uma resposta Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quer saber mais?

Nossa newsletter traz um resumo do que é mais relevante para o crescimento profissional feminino

Nossas Redes Sociais

  • Facebook
  • Google+
  • Linkedin
  • Twitter
Moda-no-Shopping-Gif-300x250px
banner300x250_24x7
banner300x250_coza

Mais lidos

  • Autogerenciamento, um passo a passo
  • Os Amish e nós
  • Já ouviu falar de coeficiente de adversidade? E de resiliência?
  • Fotos são fiéis às mulheres no mercado de trabalho?
  • Mariana Adensohn, do Grupo Caoa, eleita uma das mais admiradas profissionais de RH

Tópicos recentes

  • Resiliência e evolução do produtor e da produtora rural
  • SAGACIDADE, a Essencial Característica
  • Women Techmakers tem encontro no Google Campus SP
  • Propósito: novo marketing ou genuidade?
  • Fotos são fiéis às mulheres no mercado de trabalho?

Categorias

  • Carreiras
  • Colaboradores
    • Daniela Panisi
    • Dora Amiden
    • Elaine Smith
    • Marcos Piccini
    • Mariana Adensohn
    • Marisa Eboli
    • Martha Echeverri
    • Patrícia Zaidan
    • Rodrigo Corrêa Leite
    • Simon Robinson
  • Empreenda
  • Eventos & Cursos
  • Gestão
  • Outros
  • Pelo Mercado
  • Qualidade de Vida

<span>Last Tweets</span> Last Tweets


Fatal error: Cannot use string offset as an array in /home/storage/e/0e/a0/empowerbr/public_html/wp-content/plugins/wp-twitter-feeder-widget-10/twitter.php on line 537